Vida de Tamanduá

Essa é a página do projeto Vida de Tamanduá (Biologia de tamanduá-bandeira na natureza). A seguir há informações gerais, desafios, oportunidades, alguns resultados, assuntos associados e como é possível  apoiar

Conheça mais a espécie e o projeto

Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) é uma espécie de grande mamífero, com dieta especializada em insetos e que vive em grandes áreas naturais. Essa espécie tem ampla distribuição e uma concentração especial na América do Sul. Na região do Cerrado Central são necessários estudos com esses animais no intuito de obter dados básicos sobre a biologia na região e áreas de interesse. Essa iniciativa consiste na realização de estudos na natureza a fim de contribuir com ações para uma melhor sobrevivência de tamanduás-bandeira. A metodologia envolve busca ativa de indicativos biológicos e atividades de captação e organização de dados.

Quais os desafios? 

Assim como outras espécies, tamanduás-bandeira sofrem com várias questões, as principais são: o crescente desmatamento, em virtude da expansão urbana e agrícola, por exemplo; os incêndios florestais que são recorrentes, a maior parte com origem em atividades humanas, a exemplo do uso inadequado de fogo em áreas vulneráveis; os atropelamentos constituem outra grande ameaça a diversidade e a saúde pública, uma vez que pessoas também podem ser afetadas nos acidentes, o que necessita de monitoramento e campanhas educacionais para atuar nesse assunto. Tamanduás frequentemente figuram na lista dos 10 mais atropelados, de acordo com dados do Centro Brasileiro de Ecologia de Estradas - CBEE. 

Riscos!

Desmatamento provoca fragmentação e a perda de áreas para refúgio silvestre. 

Incêndios causam perdas de animais, de alimentos e de áreas de vegetação nativa. 

Caça de silvestres tira a vida dos animais e o futuro de um local. 

Estradas, podem ter atropelamentos espécies silvestres, dentre elas tamanduás. 

Oportunidades

Com o conhecimento sobre a biologia desse animal nas regiões de estudo será possível identificar pontos importantes para atuação na conservação, para que possam colaborar, evitando que suas populações atinjam níveis tão baixos que cheguem à extinção. O tamanduá-bandeira é uma espécie que precisa de grandes áreas para viver, onde se abrigam outras espécies e, por isso, possibilita cuidados e a proteção de recursos naturais, a exemplo da água. Um exemplo concreto é a Floresta Nacional de Brasília, onde o projeto iniciou as atividades, uma Unidade de Conservação – UC que contribui diretamente para o abastecimento de maior parte da população de Brasília. Essa UC possui grande quantidade de nascentes e de corpos de água, com destaque para o Ribeirão das Pedras. O projeto também colabora para geração de dados sobre a ocorrência, a ecologia, comportamento, dentre outras áreas de conhecimento sobre a espécie.


Residência Conheça o programa destinado a encontrar soluções para a vida de tamanduás-bandeira.

Pesquisa

Atualmente o projeto concentra esforços para coleta de dados básicos sobre essa espécie, além de informações associadas a riscos, a exemplo de atropelamentos, interações ecológicas e de saúde ambiental. 


Projetos associados

Os projetos associados* se desenvolvem por meio de iniciação científica, trabalhos de conclusão de curso - TCC ou plano temático com atividades associadas ao projeto principal, alguns listados a seguir:

* Alguns projetos associados (TCC, PIC) estão em análise. 

Resultados 

Alguns resultados do projeto estão distribuídos em formatos que podem ser acessados pelas pessoas, a exemplo de tutoriais, guias, postagens, mapas, resumos. As atividades do projeto colaboraram para a proteção da fauna com resultados para publicações científicas e dados para plano de manejo de UC, a exemplo da Flona de Brasília. Os dados obtidos nos últimos anos foram importantes para definir áreas de conservação desse documento. Também tem colaborado para soluções e estudos de outras espécies ameaçadas que vivem no Cerrado. Além disso, todas as informações estão sendo usadas para o plano de ação do Instituto para espécie, uma ação espontânea da Organização e em prol da vida silvestre. 

Doc Natureza é uma atividade em desenvolvimento com objetivo de 'disponibilizar informações associadas ao tamanduá-bandeira com ênfase a remanescentes de vegetação nativa, comunidade biológica, dados técnicos, estudos, mapas e referências para interação virtual com a natureza'. O primeiro Doc do Instituto foi realizado em 2020 com a participação de estudantes em fase de estágio. O mapa a seguir faz parte da iniciativa:

Estudo comportamental

Desde 2020 temos investido nos estudos sobre comportamento de tamanduás-bandeira na natureza. A Floresta Nacional de Brasília, nossa principal base, apresenta características que podem contribuir na geração de dados etológicos da espécie.

Novos estudos

Na nova temporada de estágio, segundo semestre de 2022, houve a realização de atividades práticas com estudantes, para estudar a vida silvestre, em especial tamanduás-bandeira. Atividade com apoio do Polen e doações.

Álbum de 2022

Algumas fotografias dos campos na estação chuvosa de começo de 2022, em formato de vídeo em nosso canal. Assista ao vídeo, dê like, compartilhe com quem você acredita que vai gostar. Também se inscreva no canal.

Tamanduá se alimentando

Estudos recentes em campo permitiram esse registro do momento de alimentação, apoio por pessoas e empresas via Polen, parcerias do Instituto.

Tamanduás na natureza

As equipes vão a campo para buscar informações sobre a espécie, podendo encontrar seus rastros, forrageio e até mesmo o próprio animal para realizar estudos e obter informações. Nessa oportunidade a observação foi feita com menos luz e a distancia.

Rastros de tamanduás de vida livre

Os estudos com rastros têm muitas aplicações, com a possibilidade de uso em monitoramento e inventários. A imagem desse rastro está sem régua ou escala, o que diminui as chances de uma identificação mais correta. Por isso é importante medir os rastros para ter melhores resultados. 

Parceiros

Esse projeto recebe doações de pessoas que são destinadas à Organização por empresas via Polen e doações livres. Também recebe apoio de pessoas e da parceria com a Cerrado Beer, Anhanguera Educacional e a Universidade Católica de Brasília.

Lista de material

Atualmente para realização do projeto são utilizados alguns materiais. Saiba o que precisamos obter!

Doe ao projeto!

Resumão pra estudar :)

Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla)

É um mamífero da ordem Pilosa e da Família Myrmecophagidae que significa ‘que come formiga’. Jurumi quer dizer ‘boca pequena’ em Tupi. Taxonomia: Reino – Animalia; Filo – Chordata; Classe – Mammalia; Ordem – Pilosa; Família – Myrmecophagidae; Gênero – Myrmecophaga; Espécie – Myrmecophaga tridactyla. Possui língua e focinho longos. Tem olfato poderoso. A alimentação é composta de milhares de insetos por dia numa forma de equilibrar o meio onde vivem. Possui garras fortes e as usa para se alimentar e também para se defender. Tem cauda com muitos pelos e que lembram uma bandeira. Vive em grandes áreas de vida e anda muito em busca de alimento. Naturalmente ocorria desde a América Central até a América do Sul (2). É um animal típico do Cerrado, bioma da região central sul americana. A ocorrência da espécie já não tem sido registrada em vários pontos da distribuição. Nos últimos anos, tamanduás-bandeira têm sofrido com devastação vegetal, atropelamentos, incêndios florestais e caça como ameaças (2). A tendência populacional está em queda. Está ameaçada de extinção na categoria Vulnerável. Unidades de Conservação – UC têm importante papel para sobrevivência desses animais (3). Estudos em zoológicos registraram a diversidade de comportamentos que tamanduás-bandeira possuem. Tamanduás-bandeira dormem com a cauda dobrada sobre o próprio corpo, mas há registro de indivíduo dormindo com a cauda estirada sobre o chão (4). Já foi observado um tamanduá-bandeira afiando as suas garras em árvores no sul do Brasil, num comportamento típico de demarcação de território (1). As fêmeas têm um filhote por gestação (há registro de fêmea com 2 filhotes), que fica abraçado no dorso materno, o que ajuda na camuflagem. As fêmeas carregam os filhotes nas costas durante meses do primeiro ano de vida.

Bibliografia Recomendada

Fotografias Acervo Instituto Jurumi