Tamanduá no Cerrado

Tamanduás-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) são mamíferos de grande porte, possuem dieta especializada em insetos. A espécie possui ampla distribuição, com concentração maior para América do Sul. Na região do Cerrado Central são necessários estudos com esses animais no intuito de obter dados básicos sobre a biologia na região e áreas de interesse. As populações dessa espécie têm sofrido com ameaças diversas.

Essa iniciativa consiste na realização de estudos no Cerrado Central e elaboração de uma proposta de plano de ação local para tamanduás-bandeira no Cerrado, por exemplo. A metodologia envolve busca ativa de indicativos biológicos e atividades de captação e organização de dados.

Desafios

Tamanduá-bandeira sofre com várias ameaças, da mesma forma que outras espécies. As principais são o crescente desmatamento, em virtude da expansão urbana e agrícola, por exemplo; os incêndios florestais que são recorrentes, a maior parte com origem em atividades humanas, a exemplo do uso inadequado de fogo em áreas vulneráveis; os atropelamentos constituem outra grande ameaça a diversidade e a saúde pública, uma vez que pessoas também podem ser afetadas nos acidentes, o que necessita de monitoramento e campanhas educacionais para atuar nesse assunto. Tamanduás frequentemente figuram na lista dos 10 mais atropelados, de acordo com dados do Centro Brasileiro de Ecologia de Estradas - CBEE.

Oportunidades

Com o conhecimento sobre a biologia desse animal na região será possível identificar pontos importantes para atuação na conservação, para que possam colaborar, evitando que suas populações atinjam níveis tão baixos que cheguem à extinção. O tamanduá-bandeira é uma espécie que precisa de grandes áreas para viver, que abrigam outras espécies e, por isso, possibilitam cuidados e a proteção de recursos naturais, a exemplo da água. Um exemplo concreto é a Floresta Nacional de Brasília, onde o projeto iniciou as atividades, uma Unidade de Conservação – UC que contribui diretamente para o abastecimento de maior parte da população de Brasília. Essa UC possui grande quantidade de nascentes e de corpos de água, com destaque para o Ribeirão das Pedras. O projeto também colabora para geração de dados sobre a ocorrência, a ecologia, comportamento, dentre outras áreas de conhecimento sobre a espécie.

Soluções

Com as atividades do projeto colaboram para a proteção da fauna com resultados para publicações científicas e dados para plano de manejo da UC. Os dados obtidos nos últimos anos foram importantes para definir áreas de conservação desse documento. Também tem colaborado para estudos de outras espécies ameaçadas que vivem no Cerrado. Além disso, todas as informações estão sendo usados para o plano de ação local do Instituto, uma ação espontânea da Organização e em prol da vida silvestre.

Lista de material

Atualmente o projeto utiliza binóculos, câmeras 'trap', GPS, réguas e trenas.

Fotografias Acervo Instituto / Ryan Reinholz