Temas

Agrofloresta

Esse tema tem por objetivo compartilhar o conhecimento sobre métodos sustentáveis na agricultura e sensibilizar mais pessoas para importância desse assunto. As atividades são desenvolvidas em três tópicos:

Agricultura orgânica

É um processo produtivo sustentável, saudável, que usufrui de técnicas próprias a cada realidade, conservando o solo, realizando o uso racional da água, em harmonia com os processos e elementos naturais e socioculturais. Dessa forma, a agricultura orgânica é livre de substâncias nocivas, como fertilizantes sintéticos solúveis, agrotóxicos e transgênicos.

Agrofloresta

É a união de espécies agrícolas (culturas) e espécies arbóreas (nativas), para uma melhor qualidade de uma área. É uma forma de diminuir a degradação do solo originada pela atividade agrícola e melhorar a produtividade. As árvores nativas têm funções ecológicas fundamentais para boa qualidade do microambiente. Atraves desse tipo de trabalho é alcançado um equilíbrio biológico que auxilia no controle de pragas e de doenças relacionadas aos métodos convencionais. Com o uso de técnicas integradas é possível ter uma maior quantidade matéria orgânica no solo e a presença de animais nativos, associados à produção agrícola mais sustentável. Também pode ser identificado como sistemas agroflorestais - SAF.

Reflorestamento

É a técnica ou atividade de plantar árvores nativas em uma área devastada, no todo ou em parte, no intuito de realizar um melhoramento ecológico de um local ou área. O termo está associado necessariamente a um processo de repovoamento de espécies vegetais nativas de um local. É muito utilizada no processo de melhoria da qualidade ecológica de áreas degradadas.

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Água

O Brasil é um dos poucos países do mundo que possuem grandiosas bacias, dentre elas a Bacia Amazônica. Além disso tem reservatórios subterrâneos e ciclos de chuva regulados pela natureza e pela própria Amazônia. O Cerrado tem, em sua área natural, nascentes de muitas dessas bacias: Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata, o que resulta em um elevado potencial aquífero e que favorece a sua biodiversidade. Como estamos cuidando dessa diversidade?

A biodiversidade brasileira está sendo transformada em campos de monocultura e pastagem, suas maiores ameaças. Cerca de 50% do território do Cerrado já foi modificado. O que restou precisa ser conservado, caso contrário, daremos fim ao elevado potencial aquífero citado. A Amazônia também está sendo alterada para o agronegócio. Da Mata Atlântica resta menos de 10% da área natural. O restante disso deu lugar para as nossas cidades e para outros fins. A Caatinga que sofre biologicamente com a escassez de água, está caminhando para ser deserto por razão do desmatamento. Já temos menos de 50% da Caatinga e seu principal Rio, o Velho Chico, sofre, suspira. Temos o Pampa com menos de 40% de sua área natural e o Pantanal, fortemente influenciado pelas águas do Cerrado, e pelos rios voadores da Amazônia. Com esses dois últimos biomas sendo devastados, o que será do Pantanal? Já temos secas severas fora da Caatinga; no Cerrado há registros de estiagem e racionamento, inclusive na capital do pais e na Mata Atlântica.

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Caatinga e Cerrado

Nesse tema valorizamos os dois biomas, também somamos apoio à iniciativa de reconhecê-los biomas como patrimônios na Constituição do Brasil, além de sensibilizar pessoas para assuntos da natureza.

Na Constituição Brasileira a Caatinga e o Cerrado são dois biomas que ainda não são reconhecidos como Patrimônio Nacional. O que significa que 1/3 do nosso território e da biodiversidade associada estão esquecidos. Os dois biomas juntos englobam 14 estados, 1.927 municípios (34% dos municípios brasileiros) e o Distrito Federal e abrigam 30% da população do país.

A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro e foi reconhecido como uma das 37 grandes regiões naturais do planeta, ao lado da Amazônia e do Pantanal; é o terceiro bioma mais degradado, depois da Mata Atlântica e do Cerrado: 45% de sua área foi desmatada; possui alto grau de endemismos (cerca de 1/3 de suas plantas e 15% de seus animais são espécies exclusivas). Essa riqueza biológica não pode ser encontrada em nenhuma outra parte do mundo. A biodiversidade da Caatinga ampara múltiplas atividades econômicas voltadas para fins agrossilvopastoris, industriais, farmacêuticos, cosméticos, químicos e de alimentos.

O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, é considerado um dos hotspots da biodiversidade (área prioritária para a conservação do planeta) e um dos biomas mais ameaçados do globo terrestre. O Cerrado está localizado na região central do Brasil e por isso faz interface com quase todos os biomas brasileiros. Tem várias fitofisionomais que conferem a esse bioma mais beleza e riqueza biológica. Possui as maiores reservas subterrâneas de água doce do mundo: Aquíferos Guarani, Bambuí e Urucaia que abastecem as principais bacias hidrográficas do país: é a caixa d’água do Brasil.

Assine a petição! - Teor da Proposta de Emenda:

O §4° do art. 225 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art.225 ..........................................

§4° A Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense, o Cerrado, a Caatinga e a Zona Costeira são Patrimônio Nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida da população.

..........................................”

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Clima

Nas últimas décadas uma maior atenção tem sido voltada para o Clima, mas precisamente as mudanças nele. Estudos apontam para alterações em padrões climáticos de forma mais intensa e mais acelerada do que normalmente era notado.

O Planeta Terra tem um sistema vivo, envolvido por uma camada que regula os ciclos biogeoquímicos. Assim a Terra é uma grande estufa, casa para criação de plantas em condições mais controladas, sobretudo temperatura e outros fenômenos vitais. A vida no nosso planeta é possível graças a esse sistema. Contudo, a intensificação da atividades humanas, sobretudo aqueles que envolvem emissões de gases que comprometem a integridade dessa estufa da Terra, vem interferindo na qualidade do ar e na regularidade dos ciclos.

Esse tema do Instituto Jurumi pretende reforçar local e mudialmente o fórum de discussões sobre o clima através de encontros com a comunidade e dos nossos canais sociais e envolvimento em campanhas.

Nossas participações e acompanhamentos:

  • Abril de 2017 – Peoples Climate March
  • Novembro de 2016 – Climate March
  • Setembro de 2019 – Global Climate Strike
  • Desde abril de 2017 – People's Climate Movement
  • Desde dezembro de 2016 – Perfil Clima Twitter

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